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Fundos Europeus financiam investigação contra incêndios

Um projeto do UPTEC cofinanciado pelo ON.2 – O Novo Norte


Um sensor com capacidade para detetar as primeiras chamas de um incêndio em ambiente florestal: é este o projeto em desenvolvimento no UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto apoiado pelo FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e cofinanciado pelo ON.2 – Programa Operacional do Norte. Agora só falta desenvolver o sensor-piloto para que esta nova tecnologia possa começar a ser utilizada na prevenção contra incêndios.

E se existisse um sensor que detetasse os primeiros sinais de um incêndio florestal e emitisse um alerta a tempo de evitar o pior? Para já é só um projeto-piloto mas pode em breve tornar-se uma realidade ao serviço da prevenção contra incêndios florestais. A tecnologia integra lentes que captam infravermelhos a quilómetros de distância e foi criada pela Flicks, uma empresa incubada no UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Agora pode transformar-se num instrumento fundamental na prevenção a um flagelo bem conhecido de Portugal, em especial nos meses quentes de verão. Só em 2013 arderam mais de 140 mil hectares de floresta.

O projeto, vencedor de vários concursos internacionais, beneficiou também da investigação de uma tese de mestrado de Engenharia do Ambiente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – FEUP, que permitiu identificar o que está a ser realizado mundialmente ao nível da prevenção e combate aos incêndios”, explica Marina Machado, responsável de desenvolvimento de negócio da Flicks.

Integrada na incubadora de empresas do UPTEC, a equipa da Flicks desenvolveu assim um protótipo daquilo que poderá ser uma tecnologia inteligente de monitorização florestal, com lentes que filtram radiações infravermelhas a cerca de 14 quilómetros de distância, continua a responsável. Realizado com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e dos serviços da Proteção de Civil do Porto e de Viana do Castelo, este estudo serve assim de base a um projeto piloto que necessita agora de cerca de 50 mil euros para passar da fase laboratorial para o desenvolvimento.

Foi fundamental termos trabalhado no ambiente do UPTEC, onde estivemos integrados no programa de aceleração, com acesso a várias formações e conhecimento que contribuíram para criar este projeto. Agora é só descolar”, acrescenta Marina Machado.

O UPTEC está em funcionamento há sete anos, foi apoiado pelo FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional desde o anterior período de programação (2000-2006) e é cofinanciado pelo ON.2 – Programa Operacional Regional do Norte em 15,4 milhões de euros. Acolhe atualmente mais de 185 projetos empresariais e gerou cerca de 1500 empregos.

Os primeiros sete anos foram fantásticos em termos de crescimento, agora arranca uma nova fase em que a aposta é na excelência do serviço, no apoio à sofisticação dos modelos de negócio”, afirma Carlos Brito, diretor do UPTEC.

O UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto venceu o prémio europeu RegioStars 2013 na categoria ‘Crescimento Inteligente’.

25-08-2014

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